
APRESENTAÇÃO DO AGRUPAMENTO
O Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira é uma grande comunidade educativa constituída por quatro escolas, localizadas na cidade de Faro.
Dada a sua proximidade geográfica, a envolvência de serviços que as rodeiam e que integram sensivelmente a mesma área de influência, não só em termos da zona habitacional, como também profissional dos encarregados de educação, as escolas deste Agrupamento, com muitos anos de história e de vivências autónomas e diferenciadas, são um espelho das escolas públicas portuguesas pela diversidade dos seus intervenientes que, no seu todo, constituem a comunidade.
O Agrupamento resulta duma progressiva vontade política de agregação de escolas. O processo teve início no ano de 1998, com a constituição do Agrupamento Horizontal de S. Luís, composto pelas escolas do 1o ciclo de S. Luís e Bom João.
Em 2007 é criado o Agrupamento Vertical Dr. Joaquim Magalhães constituído pela escola E.B 2,3 Dr. Joaquim Magalhães, as duas escolas do 1o ciclo do extinto Agrupamento de S. Luís e ainda a escola da ilha da Culatra, entretanto integrada num Agrupamento em Olhão.
Por último, em 2013, foi constituído o atual Agrupamento que passou a integrar a Escola Secundária Tomás Cabreira. Nesse sentido, importa dizer que, por si só ou agrupadas, as escolas do Agrupamento Tomás Cabreira têm, ao longo das décadas, com dedicação e exigência, ensinado muitas gerações, transmitindo conhecimentos, valores éticos, culturais e de cidadania, vencendo constrangimentos e dificuldades para assegurar a todas as crianças e jovens um ensino de qualidade e alcançar as competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
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FOTOS DE 2025
Aqui estão algumas fotos da Escola em 2025




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FOTOS DE AGORA VS FOTOS DE HÁ 20 ANOS





JOAQUIM MAGALHÃES

SONHAR VALE A PENA?
Sonhar não é fácil,
mas até vale a pena
sonhar acordado
e sofrer sonhando.
Se se acorda, então,
o enredo inventado
vem feito ilusão,
e fico parado,
mas desamparado,
sem nada na mão.
Tudo que é sonhado
é para pôr de lado,
só vale o vivido,
mesmo que haja sido
um sonho frustrado.
TÓSSAN
As crianças
correm de mãos dadas
com a infância
no coração
e na fala.
E lá vão
com a primavera
nos caminhos
e quando falam
trazem nos gestos
e na voz
flores, sonhos, passarinhos
até o hálito
e perfume
trazem
a beleza acesa
de uma andorinha
a espalhar
como a Tuchinha
a esperança.
Ah! Se não viram
não queiram ver morrer
uma criança.
MANUEL ALEGRE
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
LÍDIA JORGE
CORREIO DA TARDE
Não sei o que hei de fazer com as nuvens.
O que me dizem são passagens rápidas
sobre as cidades, e às vezes deixam chuva
outras, sombras na paisagem.
Mesmo assim, escrevem-nos palavras
A que leio como quem soletra pela primeira vez
uma carta enviada de longe pelo pai
anunciando o seu regresso.
Não trará fortuna, diz a carta.
Mas dará notícia da origem, está escrito
na nuvem.
Trará também consigo, dentro da mala
de viagem, o anúncio da razão de ser.
Vão e voltam, grandes navios de sinais
e levam a minha resposta - peço eu.
Quanto sei, quanto posso, quanto conheço
e de alguma coisa mais que ainda me sobeja
eu daria para poder ler o que vai escrito
nas nuvens desta tarde sobre o espetáculo
do primeiro vapor de água e sua fala ao mundo.
Joaquim Magalhães, Figura Tutelar, deLÍDIA JORGE
Excerto 1
O tempo vai passando, mas a lembrança da figura de Joaquim Magalhães não passa. O que deixou como rasto material, poemas, cartas, fotografias, livros, não faz justiça ao cidadão que foi, como influenciou pessoas para sempre, como mudou o ambiente cultural da cidade onde viveu e lecionou, como deixou impressas as suas marcas nos alunos e discípulos que tiveram a sorte de ter disfrutado da sua companhia, como foi um homem de saber e de princípios. A sua influência realizou-se corpo a corpo, rosto a rosto, a influência da sua personalidade escapa à tentativa de a descrever. Exerceu-se em várias frentes, e dispersou-se, como é próprio de quem atende à solicitação alheia muito mais do que à conveniência do que a si mesmo diz respeito. Mas, para obedecer ao princípio da objetividade, eu diria que os seus passos concretos mais visíveis estão ligados a uma instituição de ensino, o então designado por Liceu Nacional de Faro.
Foi aí que, de forma sistemática, ao longo de muitos anos, Joaquim Magalhães exerceu o seu magistério incomum, já que a sua pedagogia de periferia não se enquadrava, de modo algum, no quadro autoritário próprio da escola do Estado Novo. Admirador dos espíritos livres, e invocando amiúde Sebastião da Gama, as suas aulas eram de leitura e de declamação, de escrita, de informação sobre autores, de estética e de ética, eram aulas concebidas como peças de arte. Diria que o tempo tem passado, mas Joaquim Magalhães como pedagogo, no seu tempo, foi um moderno, de uma modernidade que hoje em dia, ainda só em alguns recantos académicos singulares se pratica, porque ele defendia uma pedagogia livre, uma via maiêutica, como se a lição de Rousseau tivesse tido um eco decisivo na sua personalidade enquanto professor.
Joaquim Magalhães entrava nas aulas e encarava os alunos que se sentavam à sua frente como se todos tivessem nascido para o bem e para a sabedoria, dois eixos que não separava. E acreditava que todos podiam atingir um grau melhor, se não excelente. (...)
A MOURA DE FARO
Faro é hoje a capital do Algarve. No tempo em que os sarracenos dominavam nesta província, era Faro de pouca importância, comparada com Silves ou
Tavira.
D. Afonso III tomou o castelo de Faro em 23 de Fevereiro de 1249.
[..] Diz a lenda:
Parte das forças que atacaram o castelo de Faro fôra colocada no largo atualmente chamado de S. Francisco, e estas forças eram comandadas por um brioso oficial, robusto e formoso rapaz, solteiro. Este oficial pôde ver em certa ocasião a formosa e gentil filha do governador mouro e dela ficou enamorado.
A presença agradável e o aspecto belicoso do nosso oficial não passaram despercebidos à moura, e esta, em breve tempo, estava em relações amorosas com o valente oficial, por intermédio de um seu escravo, também mouro, e que conhecia perfeitamente as línguas portuguesa e sarracena.
Em certo dia conseguiu o oficial que a sua namorada o recebesse em curto rendez-vous dentro do castelo, combinando-se que o mouro intermediário lhe abrisse, alta noite, a porta, hoje da Senhora do Repouso. Antes da noite dirigiu-se o oficial a algum dos seus camaradas e disse-lhes:
— Espero entrar esta noite dentro do castelo pela porta do nascente. Se não voltar, depois de pequena demora, é porque caí num laço bem urdido; e então peço-lhes que se o castelo for tomado e lhes venha às mãos a filha do governador a poupem e a não maltratem. Certamente ela não contribuiria para tal traição.
Prometeram-lhes os camaradas cumprir as suas ordens, depois que reconheceram a impossibilidade de o demover da sua empresa.
À hora marcada entrou o oficial no castelo e aí em doce colóquio se entreteve com a dama dos seus encantos. À hora de sair, acompanhou ela o seu querido namorado até à porta do castelo, levando consigo um irmão, criança de oito anos.
Quando se aproximaram da porta, disse-lhes o escravo, que da parte de fora estava muita gente, pois que mais de uma vez lhes chegavam aos ouvidos vozes abafadas. A gentil moura estremeceu.
- Não tenhas medo: respondo pelos que estão de fora, disse, o oficial à moura, dando-lhe o beijo da despedida.
Neste momento o criado destrancou a porta, fazendo pequeno ruído. Então foi a porta impelida de fora para dentro com muita força e um grupo de soldados cristãos, numa vozearia de estontear começou a gritar pelo seu oficial. A este impulso gigantesco, o oficial recuou um passo e susteve nos braços a sua gentil moura, colocando-a sobre os ombros e dizendo em voz alta:
— Para trás, para trás: estou aqui.
Já a este tempo soava por todo o castelo a voz de alarme. Armados até aos dentes afluiram os defensores à porta do nascente. O oficial, segurando nos braços a moura gentil, viu-se em iminente perigo. Avançou para fora com a moura e, quase ao transpôr a porta, hoje conhecida pela Senhora do Repouso, notou que tinha nos braços não uma formosa jovem, mas apenas uns farrapos, que se desfaziam à mais pequena e leve aragem. Olhou para o lado pela criancinha e não a viu. Então teve a profunda e tristíssima compreensão da sua desgraça. Caiu no chão sem sentidos.
Passadas horas tornou a si o oficial e viu-se deitado na sua cama sob a barraca de campanha. Tinha a seu lado um camarada, de quem era amigo intimo.
- Quem me trouxe para este lugar? perguntou.
- Não fales porque te faz mal. O físico proibiu que falasses.
—Eu estou bom, disse o oficial erguendo-se de um salto. Quem me conduziu para aqui?
—Eu e os nossos camaradas. Estavas caído entre a porta do castelo.
— E a filha do governador?
O amigo nada lhe soube dizer da filha do governador. Contou-lhe que, tendo esperado com alguns camaradas a sua saída do castelo, tinham resolvido entrar à força, supondo que o teriam morto, e que o governador ousado acudira com as suas numerosas forças e rechaçaram a pequena força portuguesa. Nesse momento acudiram as forças do Mestre e de D. João de Aboim e os mouros tinham sido forçados a entregar o castelo, mediante uma avença com o Rei D.
Afonso.
O oficial saiu da barraca e pediu ao amigo que o deixasse. Dirigiu-se à porta do castelo. Ao entrar pelo Arco da Senhora do Repouso viu ao lado esquerdo a cabeça de uma criança que se assomava por um buraco.
— O que fazes aí, menino? perguntou o oficial, conhecendo o irmão da sua namorada.
— Estamos aqui encantados eu e a minha irmã.
-Quem vos encantou?
— O nosso pai soube por uma espia que levavas nos braços a minha irmã acompanhada por mim e, invocando Allah, encantou-nos aqui no momento em que transpunhas a porta. Por atraiçoarmos a santa causa do nosso Allah aqui ficaremos encantados.
— Por muito tempo?
- Enquanto o mundo for mundo.
O oficial, um valente, não pôde suster as lágrimas. Quis ainda perguntar à criança pela irmã mas a criança desaparecera.
Nunca mais ninguém viu o oficial rir. Terminado o cerco, pediu licença ao Rei e recolheu-se a um convento, onde professou adoptando outro nome.
JOÃO COTRIM DE FIGUEIREDO
João Cotrim de Figueiredo é um político e gestor português, nascido a 16 de dezembro de 1961, em Lisboa. Licenciado em Economia, desenvolveu grande parte da sua carreira no setor empresarial antes de se dedicar à política.
Foi presidente do partido Iniciativa Liberal entre 2019 e 2023, período durante o qual o partido reforçou a sua representação parlamentar e visibilidade política em Portugal. Em 2024, foi eleito deputado ao Parlamento Europeu, passando a representar Portugal nas instituições europeias.
Ao longo do seu percurso, tem defendido políticas centradas na liberdade individual, responsabilidade, transparência e crescimento económico, participando regularmente em debates sobre educação, economia e o futuro da Europa.
Porque veio à nossa escola?
A visita de João Cotrim de Figueiredo à nossa escola inseriu-se numa iniciativa de promoção da cidadania ativa e do debate democrático junto dos jovens.
Num momento em que é fundamental incentivar o pensamento crítico e a participação informada, a presença de um representante político com experiência nacional e europeia proporcionou aos alunos a oportunidade de Conhecer melhor o funcionamento das instituições democráticas; Compreender o papel de Portugal na União Europeia; Colocar questões diretamente a um decisor político; Debater ideias sobre o futuro do país e da Europa.
Acreditamos que o contacto direto com diferentes protagonistas da vida pública contribui para uma formação mais completa, preparando os alunos para serem cidadãos informados, críticos e participativos.

MARGOT ROBBIE

Margot Robbie é uma atriz e produtora australiana, nascida a 2 de julho de 1990. Tornou-se conhecida internacionalmente após a sua participação em The Wolf of Wall Street e consolidou a sua carreira com filmes como I, Tonya, Once Upon a Time in Hollywood e Barbie. Atualmente, é considerada uma das atrizes mais influentes da sua geração, destacando-se também como produtora cinematográfica.
A sua presença na nossa escola representa uma oportunidade inspiradora para os alunos, permitindo o contacto com uma profissional que construiu uma carreira internacional com dedicação e determinação. A sua história demonstra a importância do trabalho, da confiança e da perseverança na concretização de objetivos, incentivando os jovens a acreditarem no seu potencial e a explorarem os seus talentos.
VisualG vs Python
O VisualG e o Python são utilizados para aprender programação, mas apresentam várias diferenças na estrutura, sintaxe e utilização.
Objetivo
O VisualG é uma ferramenta educativa utilizada para aprender lógica de programação através de pseudocódigo em português.
O Python é uma linguagem de programação real, utilizada no mercado de trabalho para criar programas, sites, jogos, aplicações e muito mais.
Linguagem
VisualG
-
se
-
senao
-
enquanto
-
para
-
leia
-
escreva
Python
-
if
-
else
-
while
-
for
-
input
-
print
Exercício: Cálculo da Média com se
VisualG Python
algoritmo "media"
var
nota1, nota2, media: real
inicio
escreval("Digite a primeira nota: ")
leia(nota1)
escreval("Digite a segunda nota: ")
leia(nota2)
media <- (nota1 + nota2) / 2
se (media >= 10) entao
escreval("Aprovado")
senao
escreval("Reprovado")
fimse
fimalgoritmo
Diferenças
-
No VisualG, é obrigatório declarar as variáveis no início.
-
No Python, as variáveis são criadas automaticamente quando recebem um valor.
-
No VisualG, usa-se <- para atribuir valores.
-
No Python, usa-se =.
-
No VisualG, utiliza-se se, senao e é obrigatório terminar com fimse.
-
No Python, utiliza-se if e else, e não é necessário escrever nada para terminar.
-
No VisualG, é obrigatório começar com algoritmo e terminar com fimalgoritmo.
-
No Python, não existe início nem fim obrigatório.
Estrutura do Programa
No VisualG:
-
É obrigatório começar com algoritmo
-
É obrigatório terminar com fimalgoritmo
-
É necessário usar fimse, fimenquanto, etc.
No Python:
-
Não existe início obrigatório
-
Não existe fim obrigatório
-
Os blocos terminam através da indentação (espaços)
Atribuição de Valores
No VisualG utiliza-se:
idade <- 18
No Python utiliza-se:
idade = 18
Conclusão
O VisualG é mais simples e indicado para aprender lógica de programação.
O Python é mais completo e utilizado profissionalmente.
Ambos trabalham a mesma lógica, mas o Python oferece mais possibilidades e aplicações reais.
Se quiseres, posso fazer uma versão ainda mais resumida (tipo apontamentos rápidos) ou mais desenvolvida (nível 12º ano).
nota1 = float(input("Digite a primeira nota: "))
nota2 = float(input("Digite a segunda nota: "))
media = (nota1 + nota2) / 2
if media >= 10:
print("Aprovado")
else:
print("Reprovado")
3D
Estátua de José Saramago


Rapaz do conto de Saramago
Imagem em 3D


Girassol
Imagem em 3D


